17 de nov. de 2013

O consolo de Lúcifer

Um dia, voltando da terra, chegou um demônio ao inferno. Estava triste e abatido. Dirigindo-se a Lúcifer, o  
rei das trevas disse: 

_ Chefe, falhou completamente o meu esforço. Mostrai ao filho do Homem todas as riquezas e grandezas do universo e prometi-lhe dar-lhe tudo aquilo com a única condição de que me adorasse...Eis que Ele me repeliu com desprezo.

- Consola-te meu filho, diz Lúcifer, mesmo que esse esteja perdido, todos os outros nos pertencem...
Depois de algum tempo regressa o demônio de sua nova excursão pela terra e diz: 

-Chefe está tudo perdido. O Filho do Homem acaba de fazer ao povo, no monte Tabor, um sermão sem igual. Ele afasta a todos das vaidades terrenas e impele-os para o reino de Deus. 

- Consola-te, meu filho diz Lúcifer, eles gostam de ouvir palavras novas e belas, mas não as põem em prática. Esquecem delas como se esqueceram dos ensinamentos dos profetas.

Faz o demônio outra excursão pela terra. Quando volta ao inferno chega-se ao poderoso rei Lúcifer e diz: 

- Meu chefe, o nosso poder está aniquilado para sempre. O Filho do Homem selou sua doutrina com a própria vida, provando assim que que realmente é o Filho de Deus.

- Não te aflijas demais, meu filho, eles serão nossos apesar de tudo. O Filho do Homem provou é verdade, por sua monte na Cruz, que é o Filho de Deus...mas consola-te, meu fiel emissário, os homens não crerão Nele. 

Meu irmãos, tire deste imaginário diálogo uma preciosa lição para tua alma, isso é o que não deves viver, como os pagãos e os libertinos, sem fé, sem sem religião, sem Deus.

livro: Tesouro dos Exemplos 
Padre Antônio Vieira 

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